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Os campos orientam a escrita. Não são conclusões clínicas. Confira o conteúdo do art. 11 para adaptar cada item à sua demanda.
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RELATÓRIO PSICOLÓGICO 1. IDENTIFICAÇÃO Pessoa ou instituição atendida: [identificação] Solicitante: [identificação] Finalidade: [uso específico] Psicólogo responsável: [nome e CRP] 2. DESCRIÇÃO DA DEMANDA [Motivo do pedido, contexto e origem das informações pertinentes] 3. PROCEDIMENTO [Trabalho realizado, período, recursos utilizados e fundamento da escolha] 4. ANÁLISE [Articulação fundamentada dos elementos necessários para responder à demanda] 5. CONCLUSÃO [Resposta pertinente, limites e encaminhamentos quando necessários] [Referências utilizadas, conforme sua inserção no texto] Validade do conteúdo: [prazo e condições definidos conforme finalidade, normas aplicáveis e fundamento profissional]. [Local e data] [Nome, CRP e assinatura]
Quando usar um relatório psicológico?
Use o relatório para comunicar um processo de trabalho desenvolvido ou em andamento. Ele pode apresentar informações pertinentes, orientações e encaminhamentos. O art. 11 da Resolução CFP nº 06/2019 exige uma narrativa fundamentada e compreensível ao destinatário. Sua finalidade não é produzir diagnóstico psicológico nem listar tudo que apareceu nas sessões.
Antes de escrever, identifique quem pediu, por qual motivo e quais informações respondem à solicitação. Um relatório destinado à continuidade do cuidado pode exigir um recorte diferente daquele solicitado por uma instituição de ensino. Essa diferença deve orientar a seleção do conteúdo, não apenas o endereço de entrega.
A identificação do solicitante não autoriza exposição irrestrita. Quando a demanda pede detalhes que ultrapassam sua finalidade, esclareça o limite antes de redigir. Mantenha o conteúdo ligado ao trabalho efetivamente realizado e às condições em que as informações foram obtidas.
Qual a diferença entre relatório e outros documentos?
Relatório descreve o trabalho psicológico e suas conclusões pertinentes. Laudo decorre de avaliação psicológica; parecer responde a uma questão técnica; atestado certifica condição avaliada; declaração comprova fatos objetivos. A escolha depende da demanda. Um documento mais longo não é necessariamente mais adequado nem oferece maior validade por seu tamanho.
Não use relatório apenas para provar que a pessoa esteve no consultório. A declaração pode resolver essa necessidade com menor exposição. Também não apresente um relatório como laudo se não houve o processo de avaliação requerido para sustentar esse documento.
O relatório multiprofissional é uma modalidade prevista no art. 12 da Resolução CFP nº 06/2019. Ele reúne trabalho de mais de uma profissão, com atribuições identificadas. Acrescentar o nome de outro profissional ao relatório psicológico não basta para caracterizar elaboração conjunta.
Como organizar os cinco itens obrigatórios?
Organize identificação, descrição da demanda, procedimento, análise e conclusão, conforme o art. 11. A identificação apresenta pessoa ou instituição atendida, solicitante, finalidade e profissional responsável. Os demais itens mostram a relação entre pedido, trabalho realizado e resposta possível. Evite seções que repetem a mesma informação sem explicar essa relação.
Na demanda, registre o que motivou o pedido e quem forneceu as informações pertinentes. Em procedimento, descreva recursos utilizados e condições relevantes do trabalho. Número de sessões, duração e período ajudam quando contextualizam a análise. Não acrescente instrumentos ou encontros que não ocorreram.
Na análise, articule o material necessário com os referenciais utilizados. Diferencie informação relatada de observação profissional. Na conclusão, responda à finalidade e apresente encaminhamentos quando pertinentes. Identifique limites do período observado, sem formular previsões absolutas sobre a pessoa ou sobre resultados futuros.
Como guardar e entregar o documento?
Guarde a versão assinada, os registros que sustentam seu conteúdo e o comprovante de entrega. O art. 15 da Resolução CFP nº 06/2019 estabelece pelo menos 5 anos de guarda. Esse mínimo pode ser ampliado por lei, ordem judicial ou circunstâncias do caso. Não funciona como autorização automática para descarte.
A finalidade precisa continuar clara depois que o arquivo sai do consultório. Antes da entrega, confira destinatário, identificação e possibilidade de exposição de terceiros. O art. 16 prevê protocolo de recebimento. O art. 18 disciplina a entrevista devolutiva para relatório e laudo. Organize cada etapa conforme a modalidade escolhida.
Na apresentação, confira numeração das páginas, rubricas e assinatura conforme o suporte utilizado e as regras aplicáveis. O art. 5º prevê páginas numeradas, rubricas até a penúltima e assinatura na última. Um arquivo baixado sem revisão continua sendo apenas uma etapa do trabalho documental.
Como revisar linguagem e evitar exposição desnecessária?
Revise o relatório para que cada trecho ajude o destinatário a compreender a resposta ao pedido. Os arts. 5º a 7º exigem fundamento técnico, linguagem objetiva e cuidados éticos. Descrição literal de sessão não é o formato padrão. Quando um detalhe não sustenta a finalidade, avalie sua retirada.
Evite transformar falas sobre terceiros em afirmações sobre essas pessoas. Registre a origem da informação quando sua inclusão for necessária. Substitua adjetivos de julgamento por descrição pertinente, apoiada no trabalho. Explique termos técnicos quando o destinatário não compartilha o mesmo repertório profissional.
Erros frequentes incluem finalidade genérica, datas inconsistentes, conclusão sem ligação com a análise e cópia de notas sem seleção. Indique a validade do conteúdo no último parágrafo, como exige o art. 17. Defina-a conforme finalidade, normas aplicáveis e fundamento profissional, sem presumir prazo universal.
Como usar no Sinthoma
No Sinthoma, abra Documentos e selecione Relatório Psicológico. Escolha o paciente, confira os dados de identificação e edite os campos do modelo. Revise solicitante e finalidade, mesmo quando o sistema já preencheu outras informações.
O app oferece rascunho de relatório com IA a partir dos registros disponíveis, condicionado ao consentimento e aos limites da conta. A IA redige um rascunho; você revisa e assina. Confira as fontes apresentadas e retire qualquer trecho sem sustentação.
Leia a prévia antes de assinar e baixar o documento. Organize a devolutiva e o recebimento conforme a norma. Esta página oferece texto copiável, sem acrescentar um PDF público que não exista na biblioteca de modelos.
Perguntas frequentes
Consulte as respostas sobre uso, preenchimento e finalidade do documento.
Como fazer um relatório psicológico?
Defina finalidade e destinatário, consulte os registros do trabalho e organize os cinco itens do art. 11 da Resolução CFP nº 06/2019. Revise o que precisa ser comunicado. A conclusão deve responder ao pedido com fundamento na análise apresentada.
Relatório psicológico precisa de diagnóstico?
Produzir diagnóstico psicológico não é a finalidade dessa modalidade. O relatório comunica atuação profissional e informações pertinentes ao pedido. A inclusão de qualquer informação clínica deve ter fundamento e necessidade, respeitando sigilo e o contexto do documento.
Relatório psicológico e laudo são a mesma coisa?
Não. O relatório comunica um processo de trabalho. O laudo apresenta resultados de avaliação psicológica e tem estrutura própria, incluindo referências obrigatórias. Escolha o documento pela finalidade e pelo trabalho realizado, sem substituir uma modalidade apenas mudando seu título.
Existe modelo de relatório psicológico em PDF?
Nesta página, o modelo está disponível em texto para copiar. Dentro do Sinthoma, você pode editar o relatório e baixar sua versão em PDF. A revisão profissional e a assinatura continuam necessárias antes da entrega ao destinatário.
Fontes e critérios de uso
As orientações desta página se apoiam nas fontes abaixo, consultadas em 5 de outubro de 2026.
- Resolução CFP nº 06/2019, texto e comentários oficiais
Arts. 5º a 7º: linguagem e apresentação. Arts. 9º a 14: modalidades. Arts. 15 a 18: guarda, entrega e devolutiva.
- Resolução CFP nº 01/2009, registro documental
Arts. 1º e 2º: registro e conteúdo mínimo. Arts. 4º a 6º: guarda, prontuário e trabalho em equipe. Alterada pela Resolução CFP nº 05/2010.
- CFP: Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos
Orientações sobre escolha do documento, registro e responsabilidade profissional.
Guias para aprofundar
Os guias explicam o contexto; esta página reúne o modelo e os cuidados de preenchimento.
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