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Prontuário eletrônico

Prontuário eletrônico para psicólogos: o que o CFP exige e como escolher em 2026

Prontuário eletrônico é o registro dos atendimentos guardado em software, com o mesmo valor do papel. A Resolução CFP nº 01/2009 aceita os dois formatos e cobra o mesmo de ambos: sigilo, conteúdo mínimo e guarda por no mínimo 5 anos. Abaixo, o que registrar, o que a LGPD acrescenta e como escolher o sistema.

Por , Fundador do Sinthoma · engenheiro de softwareAtualizado em

SinthomaRegistro de sessão
Registro de sessão: evolução, alerta de risco e geração da análise pela IA.
Tela demonstrativa do Sinthoma

Resposta curta: Prontuário eletrônico para psicólogos organiza identificação, demanda, evolução e documentos em um sistema com controle de acesso. Ele pode reunir agenda e rascunhos de IA para revisão. No Sinthoma, você revisa e assina a evolução; o software organiza o registro, e a responsabilidade profissional continua sendo sua.

O que é prontuário eletrônico para psicólogos?

Prontuário eletrônico é o registro documental dos atendimentos guardado em software, com o mesmo valor do papel. A Resolução CFP nº 01/2009 aceita o registro "em papel ou informatizado" e cobra as mesmas coisas dos dois: sigilo, organização, conteúdo mínimo e guarda por no mínimo 5 anos. O que muda com o software é a forma de provar que você cumpriu.

Na conversa do dia a dia, três nomes aparecem para a mesma ideia. Prontuário digital costuma ser o documento de texto salvo no computador. Prontuário online e prontuário eletrônico são o software feito para isso, com acesso por senha, cópia de segurança e assinatura. A norma não distingue os três. Quem distingue é a fiscalização, quando pergunta quem acessou o registro, quando ele foi escrito e se alguém o alterou depois.

A própria resolução separa duas palavras. Registro documental é tudo o que você produz sobre o trabalho com uma pessoa. Prontuário é a forma desse registro à qual o usuário tem acesso integral (art. 5º). A diferença, com exemplos, está em prontuário ou registro documental.

O que o CFP exige que conste no prontuário?

O art. 2º da Resolução CFP nº 01/2009 lista seis itens, e eles valem para qualquer abordagem. O registro deve ser sucinto, atualizado e organizado, contemplando o trabalho prestado, a evolução e os procedimentos técnico-científicos adotados (art. 1º). A resolução não exige transcrição da sessão nem um formato de nota.

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Item do art. 2ºO que isso significa no consultório
Identificação do usuárioNome, contato e, se for criança ou adolescente, o responsável legal
Avaliação de demanda e definição de objetivosPor que a pessoa chegou e o que foi combinado como trabalho
Registro da evolução e dos procedimentos técnico-científicosO que aconteceu em cada sessão, de forma que outro profissional consiga acompanhar
Registro de encaminhamento ou encerramentoPara quem foi encaminhado, ou como e quando o trabalho terminou
Cópias dos documentos emitidosDeclarações, atestados, relatórios, laudos e pareceres, com data, finalidade e destinatário
Material de instrumentos de avaliaçãoProtocolos e resultados de testes, em pasta de acesso exclusivo do psicólogo

Os documentos da quinta linha seguem outra norma, a Resolução CFP nº 06/2019, que define declaração, atestado, relatório, laudo e parecer. Ela não substitui a 01/2009: uma rege o registro, a outra rege o que você emite a partir dele. O resumo das duas está no guia de documentos do CFP.

O que não precisa ir para o prontuário?

Transcrição literal, detalhe que não serve ao trabalho e informação de terceiros sem necessidade ficam de fora. O art. 1º pede registro sucinto. E, como o usuário tem acesso integral ao prontuário (art. 5º), cada frase deveria ser escrita sabendo que a pessoa pode lê-la um dia.

Em serviço com equipe, o art. 6º manda usar prontuário único e registrar apenas as informações necessárias aos objetivos do trabalho. Numa clínica com psiquiatra, nutricionista e psicólogo no mesmo sistema, isso quer dizer que a evolução psicológica não fica aberta para a equipe inteira. É o ponto em que o prontuário médico, pensado para circular, costuma falhar com a psicologia (a comparação lado a lado).

Para organizar procedimentos e resultados externos, consulte avaliação psicológica e neuropsicológica. O guia de prontuário para psicólogo infantil reúne anamnese em PDF, termo para responsáveis e registro livre da sessão, com os limites do cadastro e do portal.

Na psicanálise, a questão é outra: como cumprir o registro sem transformar a escuta em formulário. Tratamos disso em prontuário para psicanalista.

Por quanto tempo guardar o prontuário eletrônico?

Por no mínimo 5 anos, contados a partir do último registro (Resolução CFP nº 01/2009, art. 4º). O prazo pode ser maior por lei, ordem judicial ou situação específica. Durante esse tempo, o material precisa ficar em local que garanta sigilo e privacidade e à disposição dos Conselhos para orientação e fiscalização (art. 4º, § 2º).

No software, esse artigo vira três perguntas práticas. Existe cópia de segurança fora do seu computador? Dá para exportar o prontuário inteiro, com datas e assinaturas, se você trocar de sistema? E o que acontece com os registros se você cancelar a assinatura? No Sinthoma, depois do cancelamento, os dados ficam 30 dias disponíveis para exportar em JSON ou PDF e depois são apagados. A partir daí, a guarda pelos 5 anos é sua, com o arquivo exportado. O detalhe de prazos está em tempo de guarda do prontuário.

O que a LGPD acrescenta ao prontuário psicológico?

Acrescenta a figura do controlador. Dado de saúde é dado pessoal sensível (Lei nº 13.709/2018, art. 5º, II), e o tratamento dele segue as regras do art. 11. O psicólogo é o controlador desses dados; o software que guarda o prontuário é o operador (art. 5º, VI e VII). Quem responde pela escolha do operador é você.

Na prática, a LGPD cobra quatro coisas de quem mantém prontuário eletrônico:

  • Medidas de segurança técnicas e administrativas contra acesso indevido, perda e vazamento (art. 46). Senha fraca, pasta compartilhada por link e computador sem bloqueio falham aqui.
  • Contrato com o operador, dizendo o que ele pode fazer com os dados e quem mais os processa. Em software, é o DPA (acordo de tratamento de dados).
  • Resposta a incidente: se houver vazamento com risco relevante, comunicar a ANPD e as pessoas afetadas (art. 48).
  • Direitos do titular: o paciente pode pedir acesso, correção e portabilidade dos seus dados (art. 18).

O guia de LGPD para psicólogos detalha cada obrigação.

Papel, planilha ou software: qual atende melhor ao CFP?

Os três podem atender. O software é o que mais facilita provar que atendeu. Papel continua válido, desde que guardado por 5 anos em local que garanta o sigilo (art. 4º, § 2º). Planilha e documento de texto no Drive costumam falhar no controle de acesso e na integridade: ninguém consegue provar que o registro não foi editado depois.

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CritérioPapelDocumento ou planilha no DriveProntuário eletrônico dedicado
Controle de acessoChave do armárioSenha da sua conta pessoal, e qualquer link compartilhadoAcesso por profissional, com autenticação em dois fatores
Saber quem acessouNãoParcial, e misturado com o resto da contaLog de acesso por registro
Provar que não foi alteradoRasura aparenteNãoAssinatura com data, hora e código de verificação
Cópia de segurançaNão, salvo cópia físicaDepende da sua contaFeita pelo fornecedor
Achar um registro antigoMinutos, se o arquivo estiver em ordemBusca por nome de arquivoBusca por paciente e por data
Secretária ou recepçãoVê o que estiver na pastaVê o que estiver compartilhadoVê agenda e financeiro, sem ver a evolução

Se hoje o seu registro mora no Notion, numa planilha ou numa conversa com IA, o texto Notion, planilha e IA de conversa no consultório mostra o que dá para manter e o que precisa sair de lá.

O que perguntar antes de contratar um prontuário eletrônico?

Pergunte onde os dados ficam, quem mais os processa e como você sai levando tudo. Essas três respostas separam o software que ajuda você a cumprir o CFP daquele que só troca o caderno por uma tela. A lista abaixo cabe numa conversa de 15 minutos com o suporte de qualquer fornecedor.

  1. Onde os dados ficam armazenados? Servidor no Brasil simplifica a conversa com a LGPD.
  2. Os dados são criptografados? Em repouso e em trânsito.
  3. Existe DPA público? Ele deve nomear quem processa cada tipo de dado.
  4. Há registro de quem acessou cada prontuário? Com data e hora.
  5. Como funciona a assinatura? O registro assinado precisa ficar congelado, com autoria e data verificáveis.
  6. Como eu exporto tudo? Em que formato, em quanto tempo, e o que acontece depois do cancelamento.
  7. A recepção vê a evolução clínica? Não deveria. Agenda e financeiro, sim.
  8. Se tem IA, ela treina com os meus registros? E os identificadores do paciente saem antes do envio?
  9. O plano gratuito é permanente ou é um teste? Um teste de 7 dias não mostra como o sistema se comporta com 40 pacientes.

Quem está comparando sistemas pode seguir para o comparativo de softwares de prontuário ou para os critérios de escolha para clínicas.

Prontuário eletrônico com IA: o que é aceitável?

É aceitável a IA redigir o rascunho do registro a partir da transcrição ou das suas anotações, desde que você revise, corrija e assine. A responsabilidade pelo conteúdo continua sendo do psicólogo, e a IA não decide conduta. O que muda o risco é o caminho do dado: se a IA treina com os registros e se os identificadores do paciente saem antes do envio.

Há também o consentimento. A Resolução CFP nº 09/2024, que regula o exercício da psicologia mediado por tecnologia, pede que você informe ao paciente quais recursos tecnológicos garantem o sigilo do atendimento. Se a sessão vai ser transcrita para gerar o prontuário, isso entra no combinado com a pessoa, por escrito. Um modelo de termo está em TCLE para uso de IA na sessão.

As perguntas de segurança sobre IA clínica, uma a uma, estão em IA na clínica.

O formato do prontuário muda conforme a abordagem?

O CFP não exige formato. DAP, SOAP, BIRP e outros modelos são convenções de organização, úteis para quem gosta de estrutura fixa. Na TCC é comum registrar metas e tarefas entre sessões; na psicanálise, o registro tende a ser mais breve e a preservar o que é da escuta. O que a resolução pede é o conteúdo do art. 2º, não uma forma.

Os formatos mais usados, com exemplo de cada um, estão em DAP, SOAP e BIRP com exemplo. As particularidades de cada abordagem estão nas páginas de prontuário para psicanálise, TCC, Gestalt-terapia, abordagem centrada na pessoa e terapia sistêmica.

Como o Sinthoma organiza o prontuário eletrônico?

O Sinthoma é um prontuário eletrônico para psicólogos e psicanalistas brasileiros, montado em torno das Resoluções CFP nº 01/2009 e nº 06/2019 e da LGPD. A IA transcreve a sessão, com consentimento, ou estrutura o que você digitou, e entrega um rascunho no formato da sua abordagem. Você revisa e assina. A tabela abaixo mostra onde cada exigência deste guia aparece no sistema.

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ExigênciaOnde aparece no Sinthoma
Evolução de cada sessão (art. 2º)Rascunho da IA a partir da transcrição ou das suas anotações, em 7 formatos: DAP, SOAP, BIRP, GIRP, PIRP, Evolução Livre e Nota Narrativa
Registro que não se altera depois (art. 4º, § 2º)Assinatura que congela a nota com data, hora e código de verificação; correção vira nova versão
Documentos da Resolução nº 06/2019Relatório, laudo, parecer e atestado redigidos a partir das sessões, para você revisar e assinar; validação pública em /validar
Sigilo e segurança (LGPD, art. 46)Dados criptografados em servidores no Brasil, autenticação em dois fatores e log de auditoria
Recepção sem acesso à evoluçãoNo plano Clínica, a recepção vê agenda e financeiro; a evolução fica com quem atende
IA sem treino com seus registrosContrato com os provedores de IA veda treino; nome e CPF são pseudonimizados antes do envio
Guarda e portabilidadeProntuário em PDF por período e finalidade; exportação em JSON ou PDF
Contrato com o operadorDPA público com quem processa cada dado

Antes da assinatura, a IA confere o próprio texto: o que não tem fonte na sessão aparece marcado para você decidir. Sinais de risco, como menção a autolesão, aparecem destacados antes de você assinar.

Em volta do prontuário ficam as tarefas que tomam a semana: agenda com link público de agendamento, teleconsulta com vídeo e transcrição mediante consentimento, anamnese que o paciente preenche em casa, escalas como PHQ-9 e GAD-7, mensagens prontas para o seu WhatsApp, cobrança por Pix com recibo em PDF e o lote anual da Receita Saúde em CSV oficial. No plano Clínica, depois de configurada a conta de emissão, a nota fiscal de serviço (NFS-e) das sessões pagas sai pelo sistema.

A mensalidade é só uma parte do custo. Some a tarifa de Pix ou cartão, a teleconsulta, a IA, o WhatsApp e o tempo que você gasta escrevendo o registro. Dois sistemas com a mesma mensalidade podem custar centenas de reais de diferença no mês (a conta linha a linha).

No Sinthoma são três planos, sem fidelidade:

Tabela · deslize para ver todas as colunas →
PlanoPreçoPara quem
FreeR$ 0, sem prazo e sem cartãoAté 3 pacientes ativos com o produto inteiro, incluindo 30 análises de IA por mês e teleconsulta
ProR$ 69,90 por mês, ou R$ 55,90 por mês no anual (R$ 670,80 por ano)Pacientes, sessões e IA sem limite
ClínicaR$ 199 por mês, ou R$ 159,20 por mês no anualAté 5 profissionais no mesmo CNPJ, com permissões por papel

Toda conta começa com 14 dias de Pro. Depois, se você não assinar, fica no Free, e nada do que foi registrado é apagado. Os detalhes estão em preços.

Como migrar do papel ou de outro sistema?

Comece pelos pacientes ativos e deixe o histórico onde está. O caderno antigo continua valendo como documento e segue guardado pelo prazo do art. 4º; ele só para de crescer. Em 90 dias, o prontuário eletrônico já é a sua fonte principal.

Um roteiro que funciona:

  1. Cadastre os pacientes em atendimento. Quem vem de outro sistema pode subir as planilhas em CSV: o Sinthoma mostra o que vai entrar antes de gravar e identifica cadastros existentes por CPF, e-mail ou nome. Confira pessoas com nomes iguais antes de confirmar.
  2. Escreva uma evolução-resumo por paciente, com o que a continuidade do trabalho exige. Não é preciso transcrever anos de sessão.
  3. Registre no sistema novo a partir da próxima sessão. O papel antigo fica arquivado, com a data em que o registro mudou de lugar.
  4. Avise o paciente de que o registro passou a ser eletrônico e de como o sigilo é garantido, como pede a Resolução CFP nº 09/2024 para os recursos tecnológicos.

O guia para importar pacientes e agenda mostra os arquivos aceitos, a prévia e os cuidados com cadastros repetidos. Ele também explica o que precisa ser transferido separadamente.

Guias deste tema

Perguntas frequentes

O CFP aceita prontuário eletrônico?

Sim. A Resolução CFP nº 01/2009 admite o registro documental em papel ou informatizado e cobra o mesmo dos dois: sigilo, o conteúdo mínimo do art. 2º e guarda por no mínimo 5 anos.

Prontuário psicológico é obrigatório?

Sim. O registro documental dos atendimentos é exigido pelo CFP (Resolução nº 01/2009), e os documentos escritos seguem a Resolução nº 06/2019. Não manter prontuário é falta ética.

Por quanto tempo preciso guardar o prontuário?

No mínimo 5 anos a partir do último registro, conforme a Resolução CFP nº 01/2009, art. 4º. Lei, ordem judicial ou situação específica podem exigir mais tempo.

O CFP exige um formato de nota, como SOAP ou DAP?

Não. A resolução pede conteúdo (identificação, demanda e objetivos, evolução, encaminhamento ou encerramento), não forma. DAP, SOAP e BIRP são convenções de organização que você pode usar ou não.

Posso usar caderno ou planilha em vez de software?

Pode, desde que garanta organização, sigilo e segurança do dado sensível conforme a LGPD. Na prática, papel e planilha sem controle de acesso e sem cópia de segurança dificultam provar o sigilo que a norma exige.

Prontuário com IA é permitido?

A IA pode redigir o rascunho do registro, desde que você revise e assine, porque a responsabilidade pelo conteúdo é do psicólogo. Se a sessão for transcrita, o paciente precisa saber disso, como pede a Resolução CFP nº 09/2024 para os recursos tecnológicos.

Existe prontuário eletrônico gratuito para psicólogo?

O Sinthoma tem plano Free permanente, sem cartão: até 3 pacientes ativos com o produto inteiro, incluindo 30 análises de IA por mês e teleconsulta. O Pro custa R$ 69,90 por mês, ou R$ 55,90 no anual.

Veja também:Avaliação psicológicaPsicologia infantilSistema para psicólogosPlano gratuitoIA na clínicaReceita Saúde & fiscal

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