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Estrutura de redação para psicólogo, sem respostas clínicas de exemplo. As referências podem ser organizadas conforme a orientação de apresentação da norma.
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LAUDO PSICOLÓGICO 1. IDENTIFICAÇÃO Pessoa ou instituição avaliada: [identificação] Solicitante: [identificação] Finalidade: [decisão ou demanda a que o documento se destina] Autor: [nome do psicólogo e CRP] 2. DESCRIÇÃO DA DEMANDA [Motivo, contexto e origem das informações que justificam a avaliação] 3. PROCEDIMENTO [Processo realizado, recursos, condições e justificativa técnica] 4. ANÁLISE [Integração fundamentada das informações pertinentes e seus limites] 5. CONCLUSÃO [Resposta à demanda apoiada na análise e recomendações pertinentes] 6. REFERÊNCIAS [Fontes científicas efetivamente utilizadas] Validade do conteúdo: [prazo e condições definidos conforme finalidade, normas aplicáveis e fundamento profissional]. [Local e data] [Nome, CRP e assinatura]
Quando um laudo psicológico é o documento adequado?
O laudo é adequado quando houve avaliação psicológica e seus resultados precisam subsidiar uma decisão relacionada à demanda. O art. 13 da Resolução CFP nº 06/2019 define essa relação. Não basta reunir notas de acompanhamento e acrescentar uma conclusão. O documento precisa refletir o processo avaliativo realmente realizado.
A pergunta inicial orienta quais informações serão necessárias e quais limites precisam ficar visíveis. Solicitações de contextos distintos não autorizam reutilizar o mesmo texto. Antes de iniciar a redação, confira finalidade, destinatário e eventuais normas específicas que disciplinem a avaliação naquele contexto.
Laudo psicológico é documento privativo de psicólogo. O profissional também precisa ter competência para os métodos empregados e para a demanda assumida. Um editor de texto, um formulário ou um sistema de prontuário não oferecem habilitação técnica para realizar avaliação psicológica.
Quando o pedido exige outro documento?
Escolha outra modalidade quando a necessidade não corresponde a resultados de avaliação psicológica. Declaração comprova fatos; atestado certifica condição avaliada; relatório comunica o trabalho desenvolvido; parecer responde a questão técnica. A palavra laudo no pedido não resolve a escolha. Esclareça o que será decidido e quais informações são necessárias.
Se uma instituição pede um laudo apenas para confirmar acompanhamento, converse sobre a finalidade. Uma declaração pode ser suficiente. Se é preciso comunicar o percurso de trabalho sem produzir resultados de avaliação, o relatório tende a corresponder melhor à tarefa documental.
Também não confunda laudo com parecer sobre um documento recebido. O parecer examina uma questão delimitada a partir do material pertinente. Ele não permite concluir sobre aspectos da pessoa que não foram avaliados por você. A modalidade escolhida precisa acompanhar o alcance real do trabalho.
Quais são os seis itens do laudo psicológico?
O art. 13 organiza o laudo em identificação, descrição da demanda, procedimento, análise, conclusão e referências. Cada parte contribui para mostrar como a resposta foi construída. As referências são obrigatórias nessa modalidade. O documento deve permitir compreender a relação entre a demanda, as fontes usadas e o resultado apresentado.
A identificação inclui pessoa ou instituição avaliada, solicitante, finalidade e autor com CRP. Na demanda, apresente motivo e contexto da avaliação. Em procedimento, descreva o processo realizado e a justificativa técnica dos recursos escolhidos. Informe condições relevantes sem expor materiais de uso restrito.
A análise integra as informações pertinentes em raciocínio fundamentado. A conclusão responde à demanda e indica limites, recomendações ou encaminhamentos cabíveis. As referências precisam corresponder ao que sustentou o texto. Não acrescente obras ou manuais apenas para dar aparência de fundamentação ao documento.
Como guardar e entregar o documento?
Guarde a versão assinada, os registros que sustentam seu conteúdo e o comprovante de entrega. O art. 15 da Resolução CFP nº 06/2019 estabelece pelo menos 5 anos de guarda. Esse mínimo pode ser ampliado por lei, ordem judicial ou circunstâncias do caso. Não funciona como autorização automática para descarte.
A finalidade precisa continuar clara depois que o arquivo sai do consultório. Antes da entrega, confira destinatário, identificação e possibilidade de exposição de terceiros. O art. 16 prevê protocolo de recebimento. O art. 18 disciplina a entrevista devolutiva para relatório e laudo. Organize cada etapa conforme a modalidade escolhida.
Na apresentação, confira numeração das páginas, rubricas e assinatura conforme o suporte utilizado e as regras aplicáveis. O art. 5º prevê páginas numeradas, rubricas até a penúltima e assinatura na última. Um arquivo baixado sem revisão continua sendo apenas uma etapa do trabalho documental.
Como evitar conclusões que o processo não sustenta?
Evite conclusões que ultrapassem a pergunta, as fontes disponíveis ou as condições da avaliação. O laudo precisa apresentar fundamento e limites compreensíveis. Os arts. 5º e 6º da Resolução CFP nº 06/2019 orientam essa redação. Nem uma pontuação isolada nem uma frase sugerida por software substituem o raciocínio profissional.
Não copie resultados de instrumento sem interpretar sua pertinência ao processo. Também não use uma hipótese como afirmação definitiva sobre a pessoa. Indique a validade do conteúdo no último parágrafo, conforme o art. 17. Considere as regras do contexto e o fundamento profissional.
Na revisão final, compare conclusão e análise. Toda resposta relevante precisa encontrar sustentação no corpo do documento. Confira referências, identificação, datas e assinatura. Retire orientações de preenchimento que permaneceram nos campos. Uma apresentação organizada ajuda a leitura, mas não corrige ausência de base técnica.
Como usar no Sinthoma
No Sinthoma, Documentos contém o modelo Laudo Psicológico para o perfil de psicólogo. Selecione o paciente e revise a identificação antes de preencher a demanda. O texto inicial inclui os seis itens para edição profissional.
Preencha procedimento, análise, conclusão e referências a partir da avaliação realizada. O modelo não aplica instrumentos nem decide o resultado. Confira na prévia todos os campos e a relação entre as seções antes de assinar.
Depois da revisão e assinatura, baixe a versão do documento pelo fluxo do app. Organize sua entrega e devolutiva conforme a Resolução CFP nº 06/2019. O modelo público aqui é textual e não inclui um novo arquivo de laudo para download.
Perguntas frequentes
Consulte as respostas sobre uso, preenchimento e finalidade do documento.
Como fazer um laudo psicológico?
Realize a avaliação pertinente à demanda e organize seus resultados nos seis itens do art. 13 da Resolução CFP nº 06/2019. A escrita deve mostrar o fundamento da resposta, os limites do processo e as referências utilizadas. Um modelo não substitui essas etapas.
Quem pode fazer laudo psicológico?
Psicólogo com habilitação profissional e competência para o contexto e os métodos empregados. A formação como psicanalista, por si só, não autoriza esse documento psicológico. A disponibilidade do formulário também não altera os requisitos do exercício profissional.
Laudo psicológico precisa de referências?
Sim. Referências integram a estrutura obrigatória do laudo no art. 13. Inclua as fontes efetivamente utilizadas para fundamentar procedimentos e análise. Evite uma lista decorativa de obras que não sustentam o trabalho apresentado ao destinatário.
Qual a validade de um laudo psicológico?
Não existe um prazo único que sirva a qualquer finalidade. O art. 17 exige indicar a validade do conteúdo no último parágrafo. Considere normas do contexto, características avaliadas e objetivos da avaliação para fundamentar essa indicação.
Fontes e critérios de uso
As orientações desta página se apoiam nas fontes abaixo, consultadas em 5 de outubro de 2026.
- Resolução CFP nº 06/2019, texto e comentários oficiais
Arts. 5º a 7º: linguagem e apresentação. Arts. 9º a 14: modalidades. Arts. 15 a 18: guarda, entrega e devolutiva.
- Resolução CFP nº 01/2009, registro documental
Arts. 1º e 2º: registro e conteúdo mínimo. Arts. 4º a 6º: guarda, prontuário e trabalho em equipe. Alterada pela Resolução CFP nº 05/2010.
- CFP: Manual Orientativo de Registro e Elaboração de Documentos Psicológicos
Orientações sobre escolha do documento, registro e responsabilidade profissional.
Guias para aprofundar
Os guias explicam o contexto; esta página reúne o modelo e os cuidados de preenchimento.
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