Abordagem · Terapia Narrativa
Prontuário para terapia narrativa: efeitos do problema, histórias preferidas e autoria
O prontuário para terapia narrativa guarda a preocupação nas palavras da pessoa, os efeitos do problema, os acontecimentos que fogem da história dominante e as conversas realizadas. O Sinthoma tem uma aba com esses campos e usa a evolução livre. A IA redige um rascunho; você revisa e assina.

Como se documenta na terapia narrativa
A terapia narrativa foi desenvolvida por Michael White e David Epston. Ela separa a pessoa do problema, convida a ver os efeitos que ele tem na vida e busca os acontecimentos que não cabem na história dominante. O prontuário precisa guardar as palavras da própria pessoa, e não as do profissional.
A nota costuma registrar a preocupação como foi dita e os efeitos do problema. Depois, o posicionamento da pessoa diante deles: o que ela pensa e deseja a respeito. Entram ainda os acontecimentos singulares, os valores e intenções que ela reconhece e as conversas realizadas, como externalização e reautoria. E a continuidade combinada, com as perguntas que ficaram em aberto.
Dois limites. Externalizar o problema não elimina a responsabilidade por atos, nem minimiza violência. E nome externalizado, metáfora ou história de superação só entram na nota se a pessoa os formulou. Cartas e outros documentos terapêuticos fazem parte da prática, e a nota pode registrar que foram escritos e entregues. Linhas vizinhas: terapia sistêmica e psicologia histórico-cultural.
O que o Sinthoma faz para quem trabalha com terapia narrativa
Com a terapia narrativa no perfil, a evolução livre é o formato padrão, em texto corrido. A aba Narrativa tem cinco campos: preocupação e efeitos do problema, posicionamento da pessoa, acontecimentos, valores e histórias preferidas, conversas e práticas realizadas, e continuidade acordada. A dica do formulário lembra de preservar palavras, posições e dúvidas e de não completar histórias de superação. O card do plano se chama Direção clínica.
A IA segue as travas da linha. Não cria nome externalizado, metáfora, exceção, história preferida ou documento terapêutico. Não converte ambivalência em superação. Só nomeia reautoria ou acontecimento singular quando a conversa os sustenta. Diferencia pergunta exploratória de conclusão sobre a identidade da pessoa. O texto sai como rascunho para revisar e assinar.
A IA não escreve cartas nem documentos narrativos: o que você entrega à pessoa é seu. Para a continuidade entre sessões, dá para criar combinados com prazo na ficha, que o paciente marca no espaço dele. Agenda com link público, teleconsulta com sala fixa e cobrança por Pix servem a qualquer linha.
As palavras exatas: transcrição e aspas
A terapia narrativa vive das palavras como a pessoa as disse. Com a gravação autorizada pelo paciente, a transcrição entra no material da sessão, e você volta à frase como foi dita. Na teleconsulta, ao fim da chamada, o resumo da sessão vai para o rascunho do prontuário. O formulário da aba lembra de preservar as palavras, as posições e as dúvidas da pessoa.
Sem gravação, digite entre aspas as expressões que quer preservar. Quando há transcrição, a Resolução CFP nº 09/2024 pede que o paciente saiba, por escrito, quais recursos tecnológicos garantem o sigilo do atendimento. A IA organiza o material, e você revisa antes de assinar.
Exemplo de registro (fictício)
Exemplo inventado para mostrar a autoria da pessoa na nota. O paciente é fictício, identificado por iniciais, e o texto não descreve nenhum caso real.
Preocupação nas palavras de B.T.: "eu sou o tipo de pessoa que atrapalha todo mundo". Ao perguntar pelos efeitos dessa descrição, B.T. conta que deixou de convidar os amigos para a casa nova e que evita dar opinião nas decisões do grupo.
Posicionamento: B.T. diz que "isso não me faz bem". Perguntado se houve um momento recente em que isso pesou menos, lembra de ter organizado o aniversário da irmã e de ter gostado. Associa o episódio ao valor que dá a reunir as pessoas. O episódio não foi tomado como prova de superação.
Não foi criado nome externalizado nem documento terapêutico. Combinado continuar investigando as situações em que essa descrição ganha ou perde força, preservando as dúvidas que ficaram.
O que vale para todas as abordagens: CFP e LGPD
A terapia narrativa dá voz à pessoa, e o prontuário continua sendo um documento sucinto. A Resolução CFP nº 01/2009 pede registro atualizado e organizado da evolução e dos procedimentos adotados (arts. 1º e 2º), sem formato obrigatório. A guarda mínima é de 5 anos (art. 4º). Como o paciente pode ler o prontuário, escreva a história dele com as palavras dele.
A LGPD (Lei nº 13.709/2018, art. 5º, II) classifica dado de saúde como sensível. Detalhes em prontuário eletrônico para psicólogos e sistema para psicólogos. Os planos, com o Pro a R$ 69,90 por mês e o Free gratuito para até 3 pacientes ativos, estão em preços.
Perguntas frequentes
Qual o melhor prontuário para quem trabalha com terapia narrativa?
O que guarda as palavras da pessoa e não conclui histórias por ela. O Sinthoma tem uma aba Narrativa, com efeitos do problema, posicionamento, histórias preferidas e práticas realizadas, e o plano gratuito atende até 3 pacientes ativos.
Como fazer a evolução de sessão em terapia narrativa?
Registre a preocupação nas palavras da pessoa, os efeitos do problema, o que ela pensa a respeito e os acontecimentos que fogem da história dominante. Anote as conversas feitas e a continuidade. Em evolução livre, cabe em texto corrido.
Como registrar externalização e reautoria?
Só quando a conversa de fato aconteceu, usando as palavras da pessoa. Evite criar o nome do problema ou a história preferida por ela. O campo conversas e práticas realizadas existe para isso.
A IA escreve cartas ou documentos narrativos?
Não. Ela não cria documentos terapêuticos, nomes externalizados nem histórias preferidas. Você escreve o que entrega à pessoa, e a nota registra que foi feito.
A IA tende a fechar a história numa superação?
Não deveria, e a trava da linha existe por isso. A IA preserva ambivalência, dúvida e autoria da pessoa e não converte relato em superação. Revise o rascunho mesmo assim, porque a assinatura é sua.
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