O que o PHQ-9 mede?
O PHQ-9 mede a frequência de sintomas depressivos relatados pelo paciente durante as últimas 2 semanas. Cada pergunta recebe de 0 a 3 pontos. O manual dos autores apresenta o instrumento como recurso de rastreamento e acompanhamento, com interpretação dentro de uma avaliação clínica.
Você pode usar uma aplicação inicial como referência para comparar aplicações posteriores. Registre a data e o contexto da resposta. Se houve dificuldade de compreensão ou ajuda para preencher, documente isso. A mesma soma pode reunir combinações diferentes de respostas, por isso o número não encerra a leitura.
Como calcular a pontuação do PHQ-9?
Some os valores das 9 respostas para obter o resultado entre 0 e 27. Não multiplique a soma, não transforme o número em porcentagem e não inclua perguntas complementares sobre funcionamento no total. Confira o preenchimento antes de interpretar. Resposta ausente não deve ser convertida silenciosamente em zero.
As faixas abaixo seguem o manual PHQ e GAD-7, páginas 6 e 7, identificado nas fontes. Os nomes descrevem intensidade de sintomas. Uma faixa não identifica, por si, a causa do sofrimento nem define a decisão clínica seguinte.
| Pontuação | Faixa de sintomas |
|---|---|
| 0 a 4 | Ausentes ou mínimos |
| 5 a 9 | Leves |
| 10 a 14 | Moderados |
| 15 a 19 | Moderadamente graves |
| 20 a 27 | Graves |
Quando o resultado precisa de uma leitura além da soma?
A leitura das respostas individuais é necessária mesmo quando a soma parece baixa. Uma resposta positiva ao item 9 exige atenção profissional específica, sem esperar uma pontuação total elevada. O manual ressalta que a avaliação de risco depende de entrevista clínica. A pontuação automática não faz essa avaliação.
Antes de aplicar a distância, combine como as respostas serão revisadas e qual canal o paciente deve usar para necessidades urgentes. O envio de uma escala não significa acompanhamento contínuo. Não deixe o paciente entender que alguém está observando cada resposta em tempo real.
O PHQ-9 também não produz atestado, laudo ou conclusão sobre capacidade para trabalhar. Esses documentos têm finalidade e fundamentação próprias. Quando precisar comunicar um resultado, identifique instrumento, data e limites. Separe o relato do paciente da conclusão profissional.
Como acompanhar mudanças sem transformar o gráfico em conclusão?
Compare aplicações do mesmo instrumento e preserve o período de referência de 2 semanas. O gráfico organiza números por data; a interpretação considera entrevista, funcionamento e circunstâncias de cada aplicação. Uma linha descendente mostra redução no escore relatado, mas não explica sozinha o motivo da mudança.
Uma prática de registro é anotar o que você fará com o resultado: discutir uma resposta, complementar a avaliação ou manter o acompanhamento previsto. Evite preencher uma conclusão apenas com a faixa. A nota deve tornar compreensível como aquele dado participou do trabalho profissional.
O PHQ-9 é de uso livre?
O manual dos autores declara o PHQ-9 em domínio público e dispensa permissão para reprodução, tradução, exibição e distribuição. Essa informação está na página 8 do manual consultado em 5 de outubro de 2026. A autorização de uso não equivale a uma validação de qualquer adaptação.
Para aplicar, escolha uma versão em português adequada ao contexto e mantenha suas instruções. Esta página explica a pontuação e não reproduz as perguntas. A referência de desenvolvimento é Kroenke, Spitzer e Williams, de 2001, identificada pelo DOI nas fontes.
Como aplicar e acompanhar no Sinthoma
Na ficha do paciente, abra Instrumentos clínicos, escolha Enviar e selecione PHQ-9. A disponibilidade segue o plano da conta.
O Sinthoma cria um link individual. A escala atribuída também aparece nas tarefas do portal do paciente, por onde ele abre o formulário.
Após a resposta, consulte o resultado na ficha. Com pelo menos 2 aplicações respondidas da mesma escala, aparece o gráfico de evolução.
Revise as respostas e registre sua leitura no prontuário. O gráfico não substitui a avaliação do item 9 nem representa monitoramento de urgência.
Perguntas frequentes
Consulte as respostas sobre pontuação, aplicação e limites da escala.
PHQ-9 de 10 pontos significa depressão?
Significa um resultado na faixa moderada de sintomas. O número orienta avaliação adicional, mas não estabelece diagnóstico. A conclusão depende da avaliação profissional.
Como corrigir o PHQ-9?
Some as 9 respostas, cada uma de 0 a 3, para obter de 0 a 27 pontos. Compare com a tabela e examine também as respostas individuais.
O PHQ-9 precisa ser aplicado toda semana?
A frequência depende do propósito do acompanhamento. O instrumento pergunta sobre as últimas 2 semanas; aplicações próximas podem abranger parte dos mesmos dias. Registre a periodicidade escolhida.
Onde encontrar PHQ-9 em português?
Consulte o portal PHQ Screeners indicado pelo manual dos autores. Verifique a versão utilizada e sua adequação ao paciente antes de aplicar.
Posso comparar PHQ-9 com GAD-7 no mesmo gráfico?
São instrumentos diferentes, com amplitudes e objetivos distintos. A comparação útil acompanha cada escala em sua própria série. No Sinthoma, o histórico é agrupado por instrumento.
Fontes e critérios de uso
As orientações desta página se apoiam nas fontes abaixo, consultadas em 5 de outubro de 2026.
- Manual dos autores: PHQ e GAD-7
Pontuação nas páginas 6 e 7; domínio público e permissão de uso na página 8. Conferido em 05/10/2026.
- Kroenke, Spitzer e Williams (2001): estudo original do PHQ-9
Guias para aprofundar
Os guias explicam o contexto; esta página reúne a pontuação e os cuidados de aplicação.
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