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updated: 2026-10-05
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# Prontuário para terapia narrativa: efeitos do problema, histórias preferidas e autoria

> Como registrar terapia narrativa: efeitos do problema, posição da pessoa, acontecimentos singulares e histórias preferidas, sem inventar metáforas.

O prontuário para terapia narrativa guarda a preocupação nas palavras da pessoa, os efeitos do problema, os acontecimentos que fogem da história dominante e as conversas realizadas. O Sinthoma tem uma aba com esses campos e usa a evolução livre. A IA redige um rascunho; você revisa e assina.

Atualizado em 5 de outubro de 2026.

## Como se documenta na terapia narrativa

A terapia narrativa foi desenvolvida por Michael White e David Epston. Ela separa a pessoa do problema, convida a ver os efeitos que ele tem na vida e busca os acontecimentos que não cabem na história dominante. O prontuário precisa guardar as palavras da própria pessoa, e não as do profissional.

A nota costuma registrar a preocupação como foi dita e os efeitos do problema. Depois, o posicionamento da pessoa diante deles: o que ela pensa e deseja a respeito. Entram ainda os acontecimentos singulares, os valores e intenções que ela reconhece e as conversas realizadas, como externalização e reautoria. E a continuidade combinada, com as perguntas que ficaram em aberto.

Dois limites. Externalizar o problema não elimina a responsabilidade por atos, nem minimiza violência. E nome externalizado, metáfora ou história de superação só entram na nota se a pessoa os formulou. Cartas e outros documentos terapêuticos fazem parte da prática, e a nota pode registrar que foram escritos e entregues. Linhas vizinhas: [terapia sistêmica](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/terapia-sistemica) e [psicologia histórico-cultural](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/psicologia-historico-cultural).

## O que o Sinthoma faz para quem trabalha com terapia narrativa

Com a terapia narrativa no perfil, a evolução livre é o formato padrão, em texto corrido. A aba Narrativa tem cinco campos: preocupação e efeitos do problema, posicionamento da pessoa, acontecimentos, valores e histórias preferidas, conversas e práticas realizadas, e continuidade acordada. A dica do formulário lembra de preservar palavras, posições e dúvidas e de não completar histórias de superação. O card do plano se chama Direção clínica.

A IA segue as travas da linha. Não cria nome externalizado, metáfora, exceção, história preferida ou documento terapêutico. Não converte ambivalência em superação. Só nomeia reautoria ou acontecimento singular quando a conversa os sustenta. Diferencia pergunta exploratória de conclusão sobre a identidade da pessoa. O texto sai como rascunho para revisar e assinar.

A IA não escreve cartas nem documentos narrativos: o que você entrega à pessoa é seu. Para a continuidade entre sessões, dá para criar combinados com prazo na ficha, que o paciente marca no espaço dele. Agenda com link público, teleconsulta com sala fixa e cobrança por Pix servem a qualquer linha.

## As palavras exatas: transcrição e aspas

A terapia narrativa vive das palavras como a pessoa as disse. Com a gravação autorizada pelo paciente, a transcrição entra no material da sessão, e você volta à frase como foi dita. Na teleconsulta, ao fim da chamada, o resumo da sessão vai para o rascunho do prontuário. O formulário da aba lembra de preservar as palavras, as posições e as dúvidas da pessoa.

Sem gravação, digite entre aspas as expressões que quer preservar. Quando há transcrição, a Resolução CFP nº 09/2024 pede que o paciente saiba, por escrito, quais recursos tecnológicos garantem o sigilo do atendimento. A IA organiza o material, e você revisa antes de assinar.

## Exemplo de registro (fictício)

Exemplo inventado para mostrar a autoria da pessoa na nota. O paciente é fictício, identificado por iniciais, e o texto não descreve nenhum caso real.

> Preocupação nas palavras de B.T.: "eu sou o tipo de pessoa que atrapalha todo mundo". Ao perguntar pelos efeitos dessa descrição, B.T. conta que deixou de convidar os amigos para a casa nova e que evita dar opinião nas decisões do grupo.

> Posicionamento: B.T. diz que "isso não me faz bem". Perguntado se houve um momento recente em que isso pesou menos, lembra de ter organizado o aniversário da irmã e de ter gostado. Associa o episódio ao valor que dá a reunir as pessoas. O episódio não foi tomado como prova de superação.

> Não foi criado nome externalizado nem documento terapêutico. Combinado continuar investigando as situações em que essa descrição ganha ou perde força, preservando as dúvidas que ficaram.

## O que vale para todas as abordagens: CFP e LGPD

A terapia narrativa dá voz à pessoa, e o prontuário continua sendo um documento sucinto. A Resolução CFP nº 01/2009 pede registro atualizado e organizado da evolução e dos procedimentos adotados (arts. 1º e 2º), sem formato obrigatório. A guarda mínima é de 5 anos (art. 4º). Como o paciente pode ler o prontuário, escreva a história dele com as palavras dele.

A LGPD (Lei nº 13.709/2018, art. 5º, II) classifica dado de saúde como sensível. Detalhes em [prontuário eletrônico para psicólogos](https://sinthoma.com.br/prontuario) e [sistema para psicólogos](https://sinthoma.com.br/sistema-para-psicologos). Os planos, com o Pro a R$ 69,90 por mês e o Free gratuito para até 3 pacientes ativos, estão em [preços](https://sinthoma.com.br/precos).

## Perguntas frequentes

### Qual o melhor prontuário para quem trabalha com terapia narrativa?

O que guarda as palavras da pessoa e não conclui histórias por ela. O Sinthoma tem uma aba Narrativa, com efeitos do problema, posicionamento, histórias preferidas e práticas realizadas, e o plano gratuito atende até 3 pacientes ativos.

### Como fazer a evolução de sessão em terapia narrativa?

Registre a preocupação nas palavras da pessoa, os efeitos do problema, o que ela pensa a respeito e os acontecimentos que fogem da história dominante. Anote as conversas feitas e a continuidade. Em evolução livre, cabe em texto corrido.

### Como registrar externalização e reautoria?

Só quando a conversa de fato aconteceu, usando as palavras da pessoa. Evite criar o nome do problema ou a história preferida por ela. O campo conversas e práticas realizadas existe para isso.

### A IA escreve cartas ou documentos narrativos?

Não. Ela não cria documentos terapêuticos, nomes externalizados nem histórias preferidas. Você escreve o que entrega à pessoa, e a nota registra que foi feito.

### A IA tende a fechar a história numa superação?

Não deveria, e a trava da linha existe por isso. A IA preserva ambivalência, dúvida e autoria da pessoa e não converte relato em superação. Revise o rascunho mesmo assim, porque a assinatura é sua.

Aprofunde em [Prontuário eletrônico: o que o CFP exige](https://sinthoma.com.br/prontuario).

## Prontuário em outras abordagens

- [Terapia Sistêmica e Familiar](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/terapia-sistemica)
- [Psicologia Histórico-Cultural](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/psicologia-historico-cultural)
- [Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/abordagem-centrada-na-pessoa)

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