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title: "Prontuário para terapia existencial: descrever a experiência, sem fechar em rótulo"
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updated: 2026-10-05
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# Prontuário para terapia existencial: descrever a experiência, sem fechar em rótulo

> Como registrar sessões na terapia existencial e fenomenológica: situação existencial, modos de existir, angústias e sentido em elaboração.

O prontuário para terapia existencial descreve a situação trazida, os modos de existir, as angústias mobilizadas e o sentido em elaboração, sem fechar a pessoa num rótulo. O Sinthoma tem uma aba com esses campos e uma IA que descreve em vez de classificar. Ela redige um rascunho; você revisa e assina.

Atualizado em 5 de outubro de 2026.

## Como se documenta na terapia existencial

A terapia existencial-fenomenológica se apoia na filosofia existencial e na fenomenologia, de Heidegger e Sartre a Binswanger. Uma escola vizinha é a logoterapia de Viktor Frankl, e o vocabulário dela também aparece no Sinthoma. O método descreve a experiência vivida como ela aparece, suspendendo explicações prontas, o que a fenomenologia chama de epoché.

A nota gira em torno da situação existencial trazida, do modo como a pessoa se relaciona com ela e dos modos de existir que aparecem. Também registra as angústias mobilizadas, como finitude, liberdade e responsabilidade, isolamento e falta de sentido. E o movimento de apropriação da liberdade: escolhas, autenticidade, projeto.

O verbo da nota é descrever e compreender, não explicar. "Projeto" e "clarificação" substituem metas operacionais, e o sentido é tarefa da própria existência, e não resposta a ser entregue. Linhas vizinhas: a [Gestalt-terapia](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/gestalt-terapia) e a [abordagem centrada na pessoa](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/abordagem-centrada-na-pessoa). O artigo [registro na terapia existencial](https://sinthoma.com.br/blog/registro-terapia-existencial) tem mais exemplos.

## O que o Sinthoma faz para quem trabalha com terapia existencial

Com a abordagem fenomenológico-existencial no perfil, a evolução livre é o formato padrão. A aba Fenomenológica tem cinco campos: situação existencial trazida, modos de existir, angústias mobilizadas (finitude, liberdade e responsabilidade, isolamento, falta de sentido), movimento de apropriação da liberdade e sentido em elaboração. O card do plano se chama Processo terapêutico.

A IA usa termos como ser-no-mundo, experiência vivida, facticidade, autenticidade e encontro. Evita nosografia como eixo, inconsciente determinante, reestruturação cognitiva, tarefa de casa, contingência, reforço e metas SMART. Prefere compreensão e descrição. O texto sai como rascunho para você revisar e assinar.

Se você trabalha com derreflexão ou intenção paradoxal, descreva a intervenção na nota e o que o paciente fez com ela. Pode ocultar campos da aba que não usa, e o que já escreveu continua guardado. Agenda, teleconsulta com sala fixa e cobrança por Pix servem a qualquer linha.

## O plano como processo: o que a IA propõe e você aprova

Na terapia existencial, o plano é um processo e não uma lista de metas. O card se chama Processo terapêutico, e a forma muda junto: o que se escreve ali descreve movimento, não alvo operacional.

Há dois começos. Escrever o plano abre o formulário vazio, sem IA, sem gastar análise e sem depender do consentimento de IA. Gerar o plano com IA monta uma proposta a partir do histórico e gasta uma análise do mês. A proposta chega marcada como proposta, com Aprovar, Editar e descartar. Nada vira plano ativo sem você.

## Exemplo de registro (fictício)

Exemplo inventado para mostrar a descrição fenomenológica. A paciente é fictícia, identificada por iniciais, e a nota não corresponde a nenhum caso real.

> Situação trazida: H.N. fala da aposentadoria que se aproxima e diz que "daqui a pouco não sou mais a diretora de ninguém". Em vez de buscar o nome de um quadro, a sessão ficou com a descrição: um vazio que ela localiza no fim da tarde, quando antes o telefone tocava.

> Modo de existir predominante: ocupar-se com o papel para não encarar o tempo livre. A angústia mobilizada tem a ver com a finitude do papel e com a liberdade de escolher o que fazer com os dias. Pela epoché, suspendeu-se a leitura pronta de "depressão" para descrever o que aparece.

> Movimento: H.N. diz que "ninguém me perguntou o que eu quero fazer com isso". O sentido segue em elaboração e não foi entregue como resposta. Compreensão privilegiada sobre explicação; nenhuma prescrição.

## O que vale para todas as abordagens: CFP e LGPD

A descrição fenomenológica cabe no que o CFP pede. A Resolução nº 01/2009 exige registro sucinto, atualizado e organizado (art. 1º), com identificação, demanda e objetivos, evolução, encaminhamento ou encerramento (art. 2º), e não obriga diagnóstico nem formato. Na terapia existencial, "demanda e objetivos" costumam aparecer como projeto e clarificação.

A guarda mínima é de 5 anos (art. 4º). A LGPD (Lei nº 13.709/2018, art. 5º, II) classifica dado de saúde como sensível. Mais em [prontuário eletrônico para psicólogos](https://sinthoma.com.br/prontuario) e [sistema para psicólogos](https://sinthoma.com.br/sistema-para-psicologos). Os planos estão em [preços](https://sinthoma.com.br/precos): o Free é gratuito, sem cartão, para até 3 pacientes ativos.

## Perguntas frequentes

### Qual o melhor prontuário para terapia existencial e fenomenológica?

O que aceita registro livre e descreve a experiência sem fechar em rótulo. O Sinthoma tem uma aba fenomenológica, com situação existencial, modos de existir, angústias e sentido, e o plano gratuito atende até 3 pacientes ativos.

### Como fazer a evolução de sessão na terapia existencial?

Descreva a situação que a pessoa trouxe, como ela se relaciona com ela e que angústias apareceram. Registre o movimento de apropriação da liberdade e o sentido em elaboração. Em evolução livre, isso vira um texto descritivo e curto.

### Preciso fechar diagnóstico na terapia existencial?

Não. O CFP exige registro documental organizado, não um diagnóstico fechado em cada nota. A aba da abordagem no Sinthoma não tem campo diagnóstico, e a IA evita nosografia como eixo.

### O Sinthoma reconhece o vocabulário da logoterapia?

Reconhece. A IA conhece termos como sentido, derreflexão e intenção paradoxal e os usa quando aparecem no seu material. A abordagem escolhida no perfil é a fenomenológico-existencial; a logoterapia não tem opção própria.

### Como a IA lida com temas como finitude e morte na minha nota?

A IA descreve o tema como você o trouxe, sem reduzi-lo a sintoma. Se o material sugerir possível sinal de risco, ele aparece destacado antes da assinatura, para a sua avaliação. Quem decide o que é risco é você.

Aprofunde em [Prontuário eletrônico: o que o CFP exige](https://sinthoma.com.br/prontuario).

## Prontuário em outras abordagens

- [Gestalt-terapia](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/gestalt-terapia)
- [Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/abordagem-centrada-na-pessoa)
- [Psicologia Analítica (Junguiana)](https://sinthoma.com.br/prontuario-para/psicologia-analitica)

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