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title: "Modelo de anamnese adulto: texto e PDF grátis"
description: "Baixe o modelo de anamnese adulto e copie o roteiro de entrevista. Veja finalidade, registro, guarda e limites conforme o CFP."
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language: pt-BR
updated: 2026-10-05
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# Modelo de anamnese psicológica para adulto

O modelo de anamnese psicológica para adulto organiza a entrevista inicial: demanda, história, contexto e objetivos do acompanhamento. Você pode copiar o roteiro ou baixar o PDF de 3 páginas. A anamnese integra o registro clínico; não substitui avaliação, evolução de sessão nem documento destinado a terceiros.

Atualizado em 5 de outubro de 2026.

## Quando usar a anamnese para adulto?

Use a anamnese para organizar informações relevantes no início do acompanhamento e retomá-las quando o contexto mudar. O formulário apoia a conversa; a ordem das perguntas depende da demanda. Você não precisa encerrar todos os campos na primeira sessão nem transformar uma entrevista em leitura de questionário.

Comece identificando quem solicita o acompanhamento e o que a pessoa espera dele. Separe a demanda apresentada pelo paciente de uma solicitação de família, trabalho ou outro serviço. Quando houver encaminhamento, registre sua origem e o motivo informado. Isso evita atribuir ao paciente uma expectativa que pertence a terceiros.

Construa uma linha do tempo com o que mudou, quando mudou e quais cuidados já foram procurados. Medicações e acompanhamentos anteriores devem aparecer como informação referida, salvo quando houver documento consultado. Uma resposta desconhecida pode ficar marcada para retomada. Não transforme ausência de informação em resposta negativa.


## O que registrar sem transformar a entrevista em interrogatório?

Registre identificação, demanda, história pertinente e objetivos iniciais, com indicação da fonte e da data. O roteiro desta página é uma proposta de organização, não um formulário obrigatório do CFP. Escolha os campos que ajudam a compreender o trabalho e retire perguntas que não tenham finalidade naquele contexto.

Na história de vida, prefira acontecimentos relacionados à demanda. Listar todas as relações familiares ou todos os empregos pode aumentar a exposição sem ajudar o acompanhamento. Se uma situação delicada ainda não puder ser abordada, anote a necessidade de retomar. O formulário não precisa conter uma resposta imediata para tudo.

Diferencie o que o paciente relata, o que você observou e o que ainda é hipótese. Expressões como “relata dificuldade para dormir desde [período]” deixam a origem explícita. Evite transformar a narrativa de uma pessoa sobre outra em conclusão profissional sobre alguém que você não avaliou.


## Anamnese é relatório, laudo ou prontuário?

A anamnese é parte do registro do acompanhamento; relatório e laudo respondem a finalidades de comunicação distintas. O prontuário reúne informações do trabalho ao longo do tempo. Uma entrevista inicial, isoladamente, não autoriza apresentar suas hipóteses como conclusão de avaliação nem encaminhar toda a história ao solicitante externo.

A Resolução CFP nº 01/2009 rege o registro documental. A Resolução CFP nº 06/2019 organiza modalidades como declaração, atestado, relatório, laudo e parecer. Declaração informa fatos do serviço sem conteúdo clínico. Atestado certifica condição fundamentada. Relatório comunica o trabalho; laudo apresenta resultado de avaliação; parecer responde a uma questão técnica.

Quando uma instituição pedir “a anamnese”, esclareça primeiro o objetivo e quem receberá a informação. Talvez a demanda seja comprovar comparecimento ou comunicar aspectos delimitados do acompanhamento. Nesse caso, escolher o documento adequado protege o sigilo e evita enviar dados que não respondem à solicitação.


## Qual norma orienta a escrita e a guarda?

A Resolução CFP nº 01/2009 exige registro organizado, atualizado e sigiloso, com guarda mínima de 5 anos. Esse mínimo pode ser ampliado conforme outras exigências aplicáveis. A anamnese precisa permanecer vinculada ao acompanhamento, com autoria e data, para que complementos posteriores não apaguem o contexto da entrevista inicial.

Escreva de modo compreensível e suficiente para sustentar o trabalho. Evite rótulos morais, abreviações ambíguas e conclusões sem fundamento. Registre apenas informações necessárias. Guarde formulários preenchidos em ambiente com acesso controlado, tanto no papel quanto no meio digital. Um arquivo esquecido em uma pasta compartilhada continua sendo informação clínica.

O modelo gratuito fica em branco para você adaptar. Depois de preenchido, ele muda de natureza: passa a conter dados pessoais e possivelmente dados de saúde. Defina quem acessa, como localizar a versão vigente e como atender pedidos de acesso. Não use o documento preenchido como exemplo em aula ou divulgação.


## Quais erros revisar antes de arquivar?

Revise campos copiados, autoria, data e diferenças entre relato e hipótese antes de arquivar a anamnese. Um erro frequente é manter trechos de outro caso. Outro é escrever uma conclusão extensa sem registrar qual demanda orientou a entrevista. A revisão deve conferir sentido, não apenas ortografia.

Não preencha todos os espaços para o documento parecer finalizado. “Não informado nesta entrevista” é diferente de “nega”. Evite repetir na evolução seguinte toda a anamnese. Registre o que mudou e remeta ao levantamento inicial quando necessário. Se surgir uma correção relevante, acrescente a data da atualização e sua origem.


## Modelo para preencher

Adapte os campos à entrevista e à sua abordagem. O roteiro não substitui decisão profissional nem define conclusão de avaliação.

```text
ANAMNESE PSICOLÓGICA: ADULTO
Data da entrevista: [data]. Profissional: [nome e CRP].
Identificação do paciente: [nome ou nome social], [data de nascimento], [contato necessário].
Origem da demanda: [busca espontânea ou encaminhamento e sua finalidade].
Motivo da busca, nas palavras do paciente: [relato pertinente].
História da demanda: [início, mudanças percebidas, contexto e cuidados anteriores].
Contexto atual: [rotina, trabalho, estudo e relações relevantes para a demanda].
História de saúde referida: [acompanhamentos, medicações informadas e aspectos necessários].
Rede de apoio: [pessoas e recursos indicados pelo paciente].
Contato para situações combinadas: [nome, vínculo e telefone, quando pertinente].
Observações profissionais: [descrição fundamentada, separada do relato].
Objetivos iniciais acordados: [objetivos do trabalho].
Questões a retomar: [informações pendentes, sem presumir respostas].
Procedimentos e encaminhamentos: [o que foi realizado ou combinado].
Autoria e revisão: [nome, CRP e data].
```

## PDFs para download

- [PDF para psicólogo](https://sinthoma.com.br/modelos/anamnese-adulto--psi.pdf)
- [PDF para psicanalista](https://sinthoma.com.br/modelos/anamnese-adulto--psa.pdf)

## Como usar

1. Baixe o PDF desta página ou abra o índice de modelos para preencher sua identidade profissional no timbrado. O catálogo oferece variantes para psicólogo e psicanalista.
2. No Sinthoma, a página do paciente oferece o envio do portal e da anamnese. As respostas ajudam a preparar a entrevista; confira e contextualize o que foi informado.
3. A ficha infantil tem uma página própria. Escolher um PDF diferente não significa que o formulário digital do portal terá automaticamente os mesmos campos.

## Perguntas frequentes

### Existe modelo oficial de anamnese psicológica do CFP?

A Resolução CFP nº 01/2009 define o registro documental, sem impor este roteiro fechado de entrevista. O modelo organiza campos usuais e deve ser adaptado à demanda.

### A anamnese deve ser feita em uma sessão?

Não há necessidade de esgotar o roteiro de uma vez. Registre o que foi obtido e retome informações pertinentes conforme o trabalho avançar.

### Posso enviar a anamnese para o paciente preencher?

Você pode usar respostas prévias como apoio. Elas não substituem entrevista nem sua revisão. Explique a finalidade das perguntas e respeite o que a pessoa ainda não consegue informar.

### Anamnese e evolução são a mesma coisa?

Não. A anamnese organiza história e contexto inicial. A evolução registra o trabalho ao longo das sessões, inclusive novas informações que modifiquem aquela compreensão.

## Guias relacionados

- [Guia de anamnese psicológica](https://sinthoma.com.br/blog/modelo-anamnese-psicologica)
- [Prontuário e registro documental](https://sinthoma.com.br/blog/prontuario-vs-registro-documental)

## Fontes

- [Resolução CFP nº 01/2009](https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2009/04/resolucao2009_01.pdf): Registro documental, conteúdo e guarda; considerar a alteração pela Resolução CFP nº 05/2010.
- [Resolução CFP nº 06/2019, versão comentada](https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Resolu%C3%A7%C3%A3o-CFP-n-06-2019-comentada.pdf): Modalidades documentais, declaração (art. 9º) e guarda (art. 15).
- [CRP-12: registro documental](https://transparencia.cfp.org.br/crp12/pergunta-frequente/registro-documental/): Prontuários, acesso e documentos psicológicos.

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