---
title: "Protocolos de avaliação em ABA: como registrar VB-MAPP, ABLLS-R e outros sem copiar o instrumento"
description: "Como registrar avaliações como VB-MAPP e ABLLS-R no prontuário de ABA: nome, versão, data, quem aplicou e resultado resumido, sem reproduzir o instrumento."
url: "https://sinthoma.com.br/blog/protocolos-avaliacao-aba"
canonical: "https://sinthoma.com.br/blog/protocolos-avaliacao-aba"
language: pt-BR
published: 2026-10-23
updated: 2026-10-23
---

# Protocolos de avaliação em ABA: como registrar VB-MAPP, ABLLS-R e outros sem copiar o instrumento

> Como registrar avaliações como VB-MAPP e ABLLS-R no prontuário de ABA: nome, versão, data, quem aplicou e resultado resumido, sem reproduzir o instrumento.

2026-10-23 · Equipe Sinthoma

Registrar uma avaliação em ABA é anotar que ela foi feita, com qual instrumento e versão, quando, por quem e com que resultado resumido. O protocolo em si, com os itens, a folha de pontuação e as tabelas de cada instrumento, não vai copiado para o prontuário. O prontuário guarda o que a equipe precisa para entender e retomar o caso, e o instrumento continua sendo o documento de quem o publicou.

Este guia trata de registro. Ele não ensina a aplicar nenhum instrumento, não diz qual escolher e não interpreta resultado. A escolha do instrumento, a aplicação e a leitura dos resultados são da analista ou do analista responsável pelo caso, que conhece o instrumento e a criança. Os exemplos são sintéticos: a "criança A." e os dados não existem.

## O que o registro de uma avaliação precisa ter

O registro da avaliação tem seis campos: instrumento, versão, data, quem aplicou, de que forma foi aplicado e resultado resumido. Com eles, qualquer pessoa da equipe sabe depois o que foi feito, e a reavaliação pode ser comparada com a anterior sem dúvida sobre o que se mediu.

- **Instrumento e versão:** o nome como a publicação o chama, com edição ou revisão. "ABLLS-R" e "VB-MAPP" são nomes de instrumentos; versões diferentes do mesmo instrumento não são intercambiáveis.
- **Data:** do dia da aplicação, ou das datas, se foi feita em mais de uma sessão.
- **Quem aplicou:** nome e função de quem conduziu e de quem pontuou, se forem pessoas diferentes.
- **Forma de aplicação:** observação direta, entrevista com a família, informação da escola, ou combinação. Cada fonte vira um campo, porque o peso de cada uma é diferente.
- **Condições:** local, material usado, se a criança estava bem ou cansada, interrupções e recusas.
- **Resultado resumido:** o que a analista conclui, em linguagem do plano, sem transcrever o protocolo.

A coluna de condições costuma ser a mais esquecida. Ela é a que explica, meses depois, por que uma reavaliação deu diferente da primeira sem que a criança tenha mudado tanto quanto o número sugere.

## O que fica fora do prontuário

Itens, descrições de nível, folhas de pontuação e gabaritos pertencem ao instrumento. Reproduzir isso no prontuário, em gráfico ou em modelo próprio da clínica, pode ferir a licença de uso, que varia de instrumento para instrumento. Quem quer saber o que é permitido consulta o material do próprio instrumento ou a editora e a organização responsáveis por ele.

Na dúvida, o caminho seguro é registrar o resultado com as suas próprias palavras e guardar o protocolo preenchido como documento anexo, nos termos da licença, em vez de reescrevê-lo. Este guia não substitui a leitura da licença de cada instrumento, e a decisão sobre o que a clínica pode fazer com ele é da própria clínica.

Se a equipe cria modelos internos, o modelo cita o instrumento pelo nome e cobre os campos do registro acima. Ele não imita a folha original.

## Resumo da avaliação em linguagem do plano

O resumo é o que liga a avaliação ao plano de intervenção. Ele diz, em poucas frases, o que a analista conclui do instrumento para este caso, em termos que o plano usa. O resumo descreve e não rotula: aponta o que a criança faz, o que ainda não faz nas condições avaliadas e o que isso significa para o plano, sem afirmar o que a criança "é".

Um exemplo sintético, para a criança A.:

> **Instrumento:** ABLLS-R (nome e edição conforme a publicação adotada pela clínica). **Data:** 02/10/2026, em duas sessões. **Aplicação:** observação direta pela analista responsável e entrevista com a família. **Condições:** sala de atendimento, material habitual; uma pausa pedida pela criança na segunda sessão, respeitada. **Resumo:** a analista identificou, nas condições observadas, repertório de pedido com sinal para itens preferidos e pouca resposta a instrução verbal sem apoio. Os dois pontos entram no plano como áreas a acompanhar. **Assinatura:** analista responsável.

O exemplo não traz pontuação nem item, e ainda assim a equipe consegue retomar o caso e a analista consegue reavaliar na mesma condição.

## Reavaliação e comparação

Reavaliar com o mesmo instrumento, na mesma versão e em condições parecidas é o que torna as duas avaliações comparáveis. O registro de cada uma já traz os campos necessários. Se o instrumento ou a versão mudou, a comparação precisa dizer isso, porque o resultado novo não se lê como continuação do anterior.

Também vale registrar o intervalo entre as avaliações e o que aconteceu nele, como mudança de equipe, de rotina ou de programa. A leitura da diferença é da supervisão. O registro só evita que ela se faça sem contexto. O guia de [supervisão](/blog/supervisao-aba-registros) mostra como a decisão de programa fica escrita, e o de [critério de domínio e linha de base](/blog/criterio-dominio-linha-base-aba) trata do vínculo entre a medida inicial e as seguintes.

## Quem pode aplicar e interpretar

Cada instrumento tem as suas exigências sobre quem pode aplicá-lo e interpretá-lo, e elas vêm da publicação. O registro deve mostrar quem aplicou e a função dessa pessoa, para que o prontuário seja coerente com o que o instrumento prevê. A clínica confere essas exigências na fonte, com a supervisão, e não deve presumi-las.

Para psicólogas e psicólogos, a Resolução CFP 001/2009, alterada pela 005/2010, é a referência do registro documental. Quando a avaliação gera um relatório ou um laudo, a Resolução CFP 06/2019 trata da elaboração de documentos escritos; ela não é a norma do prontuário. O guia sobre [laudo, parecer e relatório](/blog/laudo-parecer-atestado-psicologico) explica a diferença entre esses documentos.

## Dado de criança no registro

Dado de saúde é sensível (LGPD, Lei 13.709/2018, art. 11), e o art. 14 pede que o tratamento de dados de crianças atenda ao melhor interesse delas. Na avaliação isso pesa: o registro usa iniciais ou código do caso, guarda só o resumo necessário e deixa o protocolo preenchido num local de acesso restrito. Se parte do resultado vai à escola ou à família, vai o que a finalidade pede e nada mais.

A avaliação também orienta a escolha do que entra no [plano de intervenção](/blog/pei-pti-pic-aba), e esse plano é o elo entre o instrumento e as folhas de [coleta de dados](/blog/coleta-de-dados-aba) do dia a dia. O hub de [guias de ABA](/guias-aba) reúne o restante da série. A Nota Técnica CFP 23/2025, sobre o uso de ABA no cuidado a pessoas autistas, vale ser lida na íntegra pela supervisão.

## Sobre a Edição ABA do Sinthoma

A Edição ABA do Sinthoma, para clínicas com supervisão e equipe de aplicação, está em construção. O que já existe e o que vem a seguir estão na página da [Edição ABA](/aba).

## Perguntas frequentes

### Posso copiar os itens do VB-MAPP ou do ABLLS-R para o prontuário?

Este guia recomenda não copiar. Itens, folhas de pontuação e gabaritos pertencem ao instrumento, e o uso segue a licença de cada um, que a clínica deve consultar na fonte. O prontuário guarda nome, versão, data, quem aplicou, condições e um resumo do resultado em palavras próprias da analista.

### O que registrar quando a avaliação é feita em mais de uma sessão?

Registre as datas de cada sessão, quem aplicou em cada uma, as condições e eventuais interrupções, e junte tudo num único resumo assinado. Isso permite saber depois se uma diferença na reavaliação vem da criança ou do modo como a aplicação aconteceu.

### Quem decide qual instrumento usar?

A analista ou o analista responsável pelo caso, com base nos objetivos da avaliação e no que cada instrumento oferece. Este guia não escolhe instrumento. O registro apenas deixa escrito qual foi usado, em qual versão, e por quê, quando a escolha precisa ser justificada.

---

Este documento é a representação em Markdown da página <https://sinthoma.com.br/blog/protocolos-avaliacao-aba>, que é a versão canônica. Peça a mesma URL sem o cabeçalho `Accept: text/markdown` para receber o HTML. Índice geral do site: <https://sinthoma.com.br/llms.txt>.
