---
title: "DAP, SOAP e BIRP: o que são e como usar (com exemplo de evolução)"
description: "DAP, SOAP e BIRP são formatos de evolução clínica para o prontuário psicológico. Veja o que cada sigla significa e um exemplo real de cada um."
url: "https://sinthoma.com.br/blog/dap-soap-birp-com-exemplo"
canonical: "https://sinthoma.com.br/blog/dap-soap-birp-com-exemplo"
language: pt-BR
published: 2026-07-04
updated: 2026-09-29
---

# DAP, SOAP e BIRP: o que são e como usar (com exemplo de evolução)

> DAP, SOAP e BIRP são formatos de evolução clínica para o prontuário psicológico. Veja o que cada sigla significa e um exemplo real de cada um.

2026-07-04 · Equipe Sinthoma

DAP, SOAP e BIRP são formatos de estrutura para o registro de evolução no prontuário. Nenhum é obrigatório pela norma do CFP, mas usar um deles resolve um problema prático: o psicólogo termina a sessão e não sabe por onde começar a escrever. Um formato retira a carga de "o que registro agora?" e direciona o raciocínio clínico para o que importa.

A **Resolução CFP nº 01/2009**, que regulamenta o prontuário psicológico, exige registros sistemáticos das sessões e das intervenções realizadas, mas não determina como estruturá-los. A escolha do formato é do profissional.

## O que é uma evolução clínica

A evolução (ou nota de evolução) é o registro do que aconteceu em uma sessão específica. Você cria uma a cada atendimento. Diferente da anamnese (história inicial do paciente) e do plano terapêutico (objetivos de tratamento), a evolução acompanha o processo sessão a sessão e forma a espinha dorsal do prontuário.

Sem evolução consistente, você não consegue reconstituir o histórico clínico, embasar um documento (laudo, relatório), nem mostrar a evolução do paciente em caso de demanda ética. Cinco anos depois, o que vai te salvar é a qualidade do que você escreveu agora.

## DAP: Dados, Avaliação, Plano

DAP divide a evolução em três blocos sequenciais:

- **D (Dados):** o que o paciente trouxe na sessão, com as próprias palavras quando possível
- **A (Avaliação):** sua leitura clínica do material trazido
- **P (Plano):** o que ficou definido para os próximos encontros

**Exemplo de DAP:**

> **D:** Paciente relatou episódio de pânico no trabalho na segunda-feira. Descreveu dificuldade para respirar e sensação de que ia desmaiar. Saiu mais cedo antes de terminar o expediente.
>
> **A:** Episódio consistente com o padrão ativado em situações de avaliação profissional. Segunda semana seguida com relato similar. Paciente ainda não conecta o episódio ao contexto de apresentação para a equipe.
>
> **P:** Trabalhar nas próximas sessões o registro de pensamentos automáticos em contexto de exposição profissional. Sugerir monitoramento de situações-gatilho entre os atendimentos.

DAP funciona melhor quando a sessão girou em torno de um evento ou relato central. É direto e permite leitura rápida. Bom ponto de partida para quem está adotando um formato pela primeira vez.

## SOAP: Subjetivo, Objetivo, Avaliação, Plano

SOAP divide o registro em quatro blocos separando explicitamente o que o paciente disse do que você observou. Foi sistematizado por Lawrence Weed nos anos 1960 como parte do prontuário orientado por problemas e é o formato mais usado em equipes multiprofissionais:

- **S (Subjetivo):** o que o paciente relatou, com as próprias palavras
- **O (Objetivo):** o que você observou (comportamento, afeto, apresentação, postura)
- **A (Avaliação):** análise clínica integrando S e O
- **P (Plano):** próximos passos

**Exemplo de SOAP:**

> **S:** "Tô me sentindo um pouco melhor essa semana, mas ainda tenho muito medo de ligar pra minha mãe."
>
> **O:** Paciente chegou com postura mais relaxada que na sessão anterior. Manteve contato visual durante boa parte do atendimento. Tom de voz menos tenso.
>
> **A:** Melhora perceptível no afeto e na postura geral. Evitação telefônica com a mãe permanece como padrão central. Resposta positiva à estratégia de exposição gradual iniciada na semana passada.
>
> **P:** Continuar exposição gradual. Próximo passo: ligação curta (até 5 minutos) com pauta definida antecipadamente.

O bloco Objetivo é o que diferencia o SOAP dos outros formatos: ele separa o que o paciente disse do que você observou, tornando o registro mais confiável para leitura externa. Útil quando o prontuário pode ser compartilhado com outro profissional.

## BIRP: Comportamento, Intervenção, Resposta, Plano

BIRP foi desenvolvido especificamente para o contexto de psicoterapia e foca no que aconteceu dentro da sessão, especialmente nas interações entre terapeuta e paciente:

- **B (Behavior/Comportamento):** o que o paciente fez ou disse que motivou a intervenção
- **I (Intervenção):** o que você fez como terapeuta
- **R (Response/Resposta):** como o paciente respondeu à intervenção
- **P (Plano):** o que vem a seguir

**Exemplo de BIRP:**

> **B:** Paciente chegou agitado e relatou conflito com o chefe dois dias antes. Voz alta nos primeiros dez minutos, tom foi baixando conforme falava.
>
> **I:** Usei espelhamento para nomear o que ouvia (raiva somada a medo de demissão). Perguntei sobre qual seria o pior cenário real versus o que ele estava imaginando.
>
> **R:** Pausa longa. Depois: "Acho que o pior não é ser demitido, é não saber o que o chefe pensa de mim." Relaxamento visível na postura após a fala.
>
> **P:** Explorar na próxima sessão o padrão de buscar aprovação em figuras de autoridade.

BIRP documenta o processo terapêutico com mais granularidade: você consegue ver, sessão a sessão, o que interveio e como o paciente respondeu. Útil quando você quer mostrar a relação entre intervenção e mudança, ou quando precisa demonstrar a metodologia clínica em supervisão.

## Comparativo rápido

O DAP serve para registros rápidos de profissional solo, o SOAP para prontuário compartilhado e o BIRP para mostrar a relação entre intervenção e resposta. A tabela resume.
| Formato | Ponto forte | Melhor para |
|---|---|---|
| DAP | Simplicidade | Registros rápidos, profissional solo |
| SOAP | Separação observação/análise | Equipes multiprofissionais, prontuário compartilhado |
| BIRP | Foco na intervenção | Abordagens estruturadas, acompanhamento em supervisão |

## Qual escolher

Não existe resposta única, mas algumas perguntas ajudam a decidir.

Você trabalha com equipe ou sozinho? SOAP facilita a leitura por outro profissional porque separa observação objetiva de avaliação clínica.

O que trava na hora de escrever? Se a dificuldade é "o que avaliar?", DAP direciona melhor. Se você quer registrar a sua técnica, BIRP é mais natural.

Qual abordagem você usa? TCC e análise do comportamento funcionam bem com BIRP, já que a intervenção é central e mensurável. Abordagens humanistas e psicodinâmicas tendem a se adaptar melhor ao DAP ou SOAP.

E se for psicanálise? Os três formatos têm origem em abordagens orientadas por intervenções delimitadas. A tradição psicanalítica tem uma relação diferente com o registro clínico: veja [anotações de sessão em psicanálise](/blog/anotacoes-sessao-psicanalise) para entender as especificidades.

O que a Resolução CFP nº 01/2009 pede é que o registro seja sistemático e permita reconstituir o processo clínico. Qualquer um dos três formatos, adotado com consistência, atende esse requisito.

## Prontuário com IA e esses formatos

Sistemas de prontuário com IA geram rascunhos de evolução estruturados em DAP, SOAP ou BIRP a partir da transcrição da sessão. O psicólogo revisa, ajusta e assina. A IA não substitui o julgamento clínico, mas resolve a parte mais custosa: encarar o campo vazio depois de horas de atendimento.

Para entender como a transcrição por IA funciona antes de adotar: [IA que transcreve sessão de terapia: como funciona e o que olhar](/blog/ia-transcricao-sessao-terapia). Se quiser conhecer o que o Sinthoma oferece nesse sentido, os planos estão em [/precos](/precos).

## Perguntas frequentes

### DAP, SOAP e BIRP são obrigatórios pelo CFP?

Não. A Resolução CFP nº 01/2009 exige registros sistemáticos das sessões e intervenções no prontuário, mas não determina qual formato usar. Os três são escolhas técnicas do profissional para organizar o próprio raciocínio clínico.

### Posso misturar formatos entre sessões do mesmo paciente?

Tecnicamente é possível, mas cria inconsistência no histórico clínico e dificulta a leitura retroativa, especialmente em processos longos. Escolha um formato e mantenha por um período antes de avaliar se serve para a sua prática.

### Qual formato combina melhor com TCC?

BIRP é o mais alinhado com TCC porque documenta explicitamente a intervenção usada e a resposta do paciente, o que facilita a avaliação de progresso em relação aos objetivos terapêuticos. DAP também funciona bem para sessões de TCC.

### Qual é o tamanho adequado de uma evolução?

Não há norma de extensão na Resolução CFP nº 01/2009. Uma evolução boa é a que registra o essencial para reconstituir a sessão dali a cinco anos. Três parágrafos sólidos costumam ser mais úteis que dez linhas genéricas. O critério prático: se você precisar lembrar o que aconteceu nessa sessão específica, a evolução te permite?

### O Sinthoma usa qual formato de evolução?

O Sinthoma gera rascunhos de evolução em DAP por padrão (Dados, Avaliação, Plano) a partir da transcrição da sessão. Você pode ajustar o texto livremente antes de assinar e salvar no prontuário.

> Veja também: [Prontuário online para psicólogo: o que o CFP exige](/prontuario) e [prontuário com IA: segurança e LGPD](/blog/prontuario-com-ia-seguro-lgpd).

---

Este documento é a representação em Markdown da página <https://sinthoma.com.br/blog/dap-soap-birp-com-exemplo>, que é a versão canônica. Peça a mesma URL sem o cabeçalho `Accept: text/markdown` para receber o HTML. Índice geral do site: <https://sinthoma.com.br/llms.txt>.
